terça-feira, 25 de outubro de 2011

Um dia comum...



     Enquanto voltava para casa, um tanto quanto distraída, ouvindo minha música preferida em meu mp3 como de costume, me deparei com uma cena um pouco inacreditável naquele momento, uma cena a qual eu não teria visto antes.
    Um jovem casal, apaixonados eu diria, sentados naquela praça conversando, porém, havia um clima estranho no ar, talvez algo estava atrapalhando a felicidade dos dois, posso até estar enganada, mas quem sabe poderia ser um trabalho final da faculdade, ou então uma não aceitação de alguma das famílias.
    Havia um certo clima de choro no ar, creio que um ar de insatisfação, entretanto um ar doce do puro amor dos dois que era carregado aos quatro cantos através do vento.
    Talvez para mim seria somente mais um dia cansativo de trabalho, um dia comum, e para eles, um momento que decidiria o caminho que seria traçado dali em diante ! 

Jaqueline Martins

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Valorize quem te valoriza !


”Sabe essa garota que tá dançando lá na pista e você tá babando por ela, amigo? Minha ex namorada. Faz uns três meses que eu terminei com ela. Eu a traí todos os dias. E quando ela dizia que me amava eu ria. Sabe essas roupas coladas e esse cabelo pro lado que ela tá usando aí? Ela costumava usar uma camiseta rosa e um shorts, com o cabelo preso pra trás. Mas ela não conseguia ficar feia, eu só n…ão…… sei porque nunca a disse isso. Ela era louca por mim. Me mandava mensagem de bom dia, depois me lembrava de amarrar os cadarços que eu sempre esquecia, colocava sempre na minha agenda os horários do meu dentista e sabe como eu retribuía? Zoava com meus amigos e ficava com umas que passavam de cabelo pro lado e roupa colada, assim, como ela tá hoje. Ela cuidava de mim todo fim da noite, mesmo que eu passasse o dia inteiro ignorando ela… Ela ainda ia lá, dizer que os anjos dela iam cuidar de mim. Era a garota mais grudenta, ciumenta, complicada e estranha que eu já tinha conhecido. Eu gostava mesmo era dessas aí, de ficar uma noite e me darem o telefone errado. Aí eu terminei com ela. Falei que ela era trouxa e burra por acreditar em mim. Dois dias depois, eu vi uma foto dela e chorei. Três dias depois, eu liguei pro celular dela e ela não atendeu. Quatro dias depois, eu fui na casa dela e ela disse que tava ocupada pra falar comigo. Cinco dias depois, eu não tive vontade de sair. No sexto, sétimo e no resto dos meses eu sentia falta dela todos os dias. Até que me puxaram pra uma balada, a mesma que eu ia pra ficar com essas meninas que não querem saber de mais nada a não ser delas mesmas e a encontrei aqui. Linda. Os olhos delas brilhavam. Eu fui falar com ela e ela ficou comigo. Achei que, dessa vez, eu podia tê-la nas mãos de novo, mas dessa vez, para valorizá-la. Pedi seu número do celular novo e ela me deu. Liguei no dia seguinte e a moça da padaria atendeu: Número errado. Chorei de saudade. Arrependimento. Receio. E de saber que a garota que eu ria, se tornou na garota que ria de mim. Pior, a garota que era minha, agora tinha um tanto de caras querendo ser dela e ela querendo aproveitar o tempo que perdeu. Eu fiz a garota dos meus sonhos ser o sonho de todos os garotos por aí. Eu a perdi. E sabe o que ela me falou no começo da festa? Que ela não era trouxa e nem burra de acreditar no amor que eu dizia sentir por ela. E sabe o que dói? Vê-la dançando, rindo e não se preocupando em nenhum momento em olhar pra cá, me ver babando por ela e chorando por nunca ter percebido o quanto ela era importante pra mim, antes. SAIBA VALORIZAR QUEM TE VALORIZA !”

texto pego em :  http://reflexo-da-tristeza.tumblr.com